Como usar o caixa: receber, sangrar e fechar o dia
Este é o caixa. Cada aba responde uma pergunta diferente: o que as mesas estão devendo, o que as entregas ainda devem, o que já foi recebido, quanto tem…
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Este é o caixa. Cada aba responde uma pergunta diferente: o que as mesas estão devendo, o que as entregas ainda devem, o que já foi recebido, quanto tem de dinheiro na gaveta, quanto a empresa vendeu no dia, e a conferência do turno. Vou passar por elas.
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A aba Comandas mostra as mesas do salão separadas pelo que elas esperam de você. Em cima, as que pediram a conta e esperam conferência. Depois, as que já foram fechadas e esperam o cliente pagar. Por último, as que ainda estão sendo atendidas — essas você só acompanha.
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Fechar a comanda não é receber o dinheiro. Fechar congela o valor para o cliente conferir: a partir daí a conta não muda mais, nem por você, nem pelo garçom. Nada entra no caixa nesse momento.
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Se o cliente contestar alguma coisa depois de fechada, existe o botão Editar comanda. Ele devolve a conta para a conferência, você corrige o que precisar, e fecha de novo. É uma ação de exceção, e ela fica registrada — por isso não está do lado do botão que você mais usa.
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Receber é o toque que encerra a mesa de vez. Depois dele a comanda não volta atrás: não edita, não lança item, não muda taxa nem desconto. E é só nesse instante que o valor vai para o Financeiro, uma única vez.
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A aba Delivery é a mesma conferência, para o que sai pela porta. Ela está separada das mesas por uma razão prática: a mesa tem o cliente na frente, e a entrega paga quando o entregador volta. Até ele voltar, aquilo é dinheiro na rua. Aqui você vê o que já foi entregue e recebido, e o que foi entregue e ainda não pagou.
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E repare quando o dinheiro entra: não é quando a moto sai, é quando o entregador volta e alguém registra o recebimento. Quem faz esse registro é o atendente, no painel do delivery, no mesmo toque em que confirma a chegada. Aqui no caixa você confere o resultado e cobra o que ficou para trás.
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A aba Recebimentos é onde você diz COMO o cliente pagou: dinheiro, pix, débito ou crédito. Esse toque é importante por dois motivos: é ele que registra a venda no Financeiro, e é ele que diz ao sistema se aquele dinheiro entrou na gaveta ou foi para a maquininha.
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A aba Gaveta responde uma pergunta que nenhuma outra responde: quanto dinheiro deveria estar fisicamente aí agora. Só o que foi pago em dinheiro entra nessa conta. Pix e cartão são vendas da empresa, aparecem no Financeiro, mas não viram nota dentro da gaveta.
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Adicionar dinheiro é o suprimento: o troco que você põe no começo do dia, ou um reforço no meio do movimento. Retirar dinheiro é a sangria: a retirada do dono, o depósito no banco. Os dois pedem o motivo, e nenhum dos dois é receita ou despesa — é o mesmo dinheiro mudando de lugar, então o faturamento do mês não muda por causa disso.
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Quando você adiciona dinheiro, o caixa pergunta de onde ele veio, e a resposta muda o significado do lançamento. Se veio do cofre, do banco ou do caixa de ontem, o dinheiro já era da empresa e só mudou de lugar. Se saiu do seu bolso agora, isso é um aporte: dinheiro seu entrando no negócio. A diferença importa por um motivo prático. Sem ela, daqui a um mês, quando você pegar esses mesmos cem reais de volta, o sistema registraria uma retirada do dono — e no fim do ano o quanto você tirou do negócio apareceria inflado por um dinheiro que nunca foi lucro. Era o seu, voltando.
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A aba Turno é a conferência do dia com hora, autor e assinatura. Abrir o turno é contar o troco que está na gaveta neste momento e digitar o valor. Repare: isso é uma contagem, não uma entrada de dinheiro. Você não está pondo nada ali, está declarando o que já está. E é essa contagem que dá um ponto de partida para a conferência da noite: sem ela, se faltarem vinte reais, ninguém sabe dizer se sumiram hoje, ontem ou no sábado.
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No fim do expediente, conte a gaveta e digite o que encontrou. O sistema mostra a diferença antes de você confirmar, e não depois — descobrir a falta depois de assinar transforma a conferência em formalidade. Na mesma tela você diz quanto fica de troco para amanhã, e o que sobrar sai num gesto só: ou você levou para si, ou guardou no cofre. Deixar em branco significa que fica tudo. E antes de assinar, olhe o aviso de entregas pendentes: se houver pedido na rua sem receber, ele aparece ali, porque fechar o turno com dinheiro na rua é fechar sem saber quanto a empresa fez.
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Quando a contagem não bate, aparece o botão para ver de onde veio cada centavo. Ele abre duas listas. A primeira é a conta: o troco da abertura, as vendas em dinheiro, o que entrou e o que saiu. A segunda é a origem: cada venda e cada movimento, com hora, valor e quem registrou. A primeira coisa a olhar é o aviso de vendas sem forma de pagamento informada. Se alguém pagou em dinheiro e ninguém confirmou como foi, a nota está na gaveta e não está na conta — e a diferença que parecia sumiço era só uma pergunta sem resposta.
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No topo da aba Comandas podem aparecer pedidos de cancelamento esperando você. Quem pede é o salão, com o motivo escrito; quem decide é o caixa. Ao aprovar, o sistema faz uma pergunta só, e ela é física: a mercadoria voltou para o estoque? A bebida lacrada que o cliente devolveu volta, e a empresa não perdeu nada. O prato que já foi montado não volta. Repare que ele não pergunta quanto você perdeu, e isso é de propósito: o valor que você digitaria seria o preço de venda, e perda se mede pelo custo. Perder não é o mesmo que deixar de faturar.
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No fim do turno, conte o dinheiro e compare com esse número. Se sobrar ou faltar, o extrato logo abaixo mostra cada entrada e cada retirada, com o motivo e com quem registrou. Nada some dali: correção é um movimento novo, nunca apagar o antigo.
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E uma coisa que mudou e vale saber: o caixa não é só dinheiro. Como este é o posto que fica no balcão o turno inteiro, você também abre o painel da cozinha para olhar a fila quando te chamarem, dá baixa no estoque quando chegar mercadoria, e monta o cardápio: cria item, corrige preço, desativa o que acabou. O que continua fora do seu alcance é administrar a empresa. Convidar gente, mexer em perfis e em unidades é de quem responde pela conta.
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Resumindo: fechar congela, receber encerra, a gaveta só conta dinheiro, e o turno é o que dá sentido a ela — sem a contagem da abertura, o saldo não descreve o que está na gaveta agora. A entrega segue a mesma regra, com um detalhe: ela só entra no caixa quando o entregador volta. Se quiser ver esse caminho desenhado, toque em Comece por aqui aqui em cima. Para ouvir esta explicação de novo, toque outra vez no botão de ajuda.
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